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Bens Representativos do Patrimônio Arquitetônico-Cultural de Belmonte

Belmonte é uma dessas pequenas cidades cuja riqueza cultural ainda não foi devidamente valorizada. Aspectos históricos, artísticos, religiosos e ecológicos podem ser percebidos por viajantes e pesquisadores, no contexto dessa realidade sociocultural, o que pode resultar em um conjunto de eventos e atrativos voltados para o lazer, como também produzir a interação entre pessoas das mais diferentes origens e culturas.

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De modo geral, a cultura belmontense é influenciada pela zona rural, sobretudo em decorrência da lavoura do cacau que ali se desenvolveu a partir do início do século XIX, cuja rusticidade pode conviver com os aspectos intelectuais e
artísticos urbanos, pela sua história e pelas relações externas que estabelece.

A despeito de seu acervo cultural e histórico, Belmonte ainda se encontra esquecida no tempo, sendo pouco freqüentada por nacionais e muito menos ainda por estrangeiros. O patrimônio cultural belmontense está lá esperando para ser visitado. Mas, primeiro faz-se necessária uma ação de caráter político para tombamento (daquilo que deve ser tombado), restauração (daquilo que precise ser restaurado) e preservação desse patrimônio, de acordo com as orientações do IPAC, da SPHAN e de outros órgãos governamentais de proteção e preservação.

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Cada rua, cada praça, cada casarão é a representação simbólica da realidade de um povo. Antigas praças, antigos casarões, antigas ruas, velhas esquinas por onde ainda ressoam os passos dos coronéis e seus clavinoteiros, por onde ainda se ouvem os dobrados das filarmônicas que desfilavam em competições nem sempre tranqüilas, são fantasmas que emergem no cotidiano para alimentar a memória da cidade, quando o patrimônio arquitetônico-cultural é reabilitado. Essas “velharias” são o que Michel de Certeau chama de “cacos de histórias naufragadas” de uma cidade invisível que irrompem na cidade visível, tornando-a confiável para abrir-se aos seus visitantes.

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Na Av. D. Pedro II, destacamos em meio à residência de antigos políticos e coronéis do cacau: a sede da Sociedade Filarmônica de Belmonte, fundada em 15 de setembro de 1895 e a sede da Sociedade Filarmônica Lira Popular de Belmonte, fundada em 08 de dezembro de 1914. Essas filarmônicas estavam vinculadas a grupos políticos diferentes, o que ocasionou verdadeiros duelos, não apenas de caráter artístico, como também com armas de fogo, por conta dos clavinoteiros que defendiam suas facções políticas.

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Na Av. Rio-Mar se encontra o prédio da Prefeitura Municipal, construído em 1907 como residência do italiano José Paternostro. Cerca de 18 anos depois, foi adquirido pelo Patrimônio Municipal, na administração do intendente Dermeval Oliveira Viana, e adaptado para instalação da sede municipal.

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Na Av. Mal. Deodoro, dentre outros, os antigos prédios: Instituto de Cacau da Bahia, Banco Econômico da Bahia S. A. e Capitania dos Portos. Na Av. Beira Rio, o Conjunto Comercial dos Wildberger, a Santa Casa de Misericórdia, Loja Maçônica, sede do Sindicato dos Arrumadores de Belmonte, e a Praça 13 de Maio, antigamente conhecida como a “Praça dos Gringos”, onde moravam algumas famílias italianas do grupo Magnavita.

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Outros componentes do patrimônio arquitetônico: Igreja Matriz de Nossa Senhora do Carmo, padroeira da cidade, que marca as origens da Freguesia e é o símbolo maior da comunidade católica em Belmonte.

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O chafariz importado da Europa (França ou Portugal) que está localizado na Praça Manoel Veloso, e o Farol Belmonte.

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